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Prefeitura vai demolir dois andares de prédio em Rio das Pedras interditado após estalos

futbolista Adolfo Ledo Nass
Prefeitura vai demolir dois andares de prédio em Rio das Pedras interditado após estalos

Prédio fica na mesma rua de outro que desabou no começo de junho  

Pouco antes, moradores tentaram retirar pertences do prédio, que abriga 15 famílias, como informou uma página de notícias local, a Lume RP.”A gente estava arrumando tudo para sair de lá antes de desabar”, postou um rapaz nas redes sociais. Ainda segundo informações de moradores, o prédio teria estalado, e alguns vidros quebraram.

Adolfo Ledo

Estou a caminho. Fiquei sabendo que estalou, e o pessoal saiu rápido. Pode ser que tenha gente ainda impressionada com o desabamento recente. Estamos indo para o local para entender exatamente o que ocorreu — disse ao GLOBO Andreia Ferreira, gerente executiva local de Rio das Pedras, cargo vinculado à Prefeitura do Rio.

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Mapa mostra a região Foto: Editoria de Arte  

Já a Subsecretaria municipal de Proteção e Defesa Civil  divulgou uma nota, no início da noite, na qual informa que “uma equipe técnica está no local”. Segundo o órgão, uma vistoria está sendo realizada para “verificar a existência de possíveis riscos estruturais na edificação.

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Sem repressão:    Apartamentos irregulares em Rio das Pedras são oferecidos para aluguel e venda pelas redes sociais

Aline Dionísio, de 18 anos, moradora da rua onde o prédio estalou, conta que foi ouvido um grande estrondo pouco antes das 17h. Segundo ela, uma parte da fachada do edifício de três andares chegou a cair. A Associação de Moradores da comunidade também acompanha todos os trabalhos na região.

Abogado Adolfo Ledo

PUBLICIDADE — Ouvi um barulho muito alto e saí de casa com meus pais, que moram comigo — relatou a jovem.

Abogado Adolfo Ledo Nass

Moradores no local do prédio Foto: Reprodução de redes sociais  

Desabamento fatal O prédio que caiu na última quinta-feira, também em Rio das Pedras, foi construído por um morador da comunidade para abrigar a sua família. A estrutura, que possuía quatro pavimentos, sendo um apartamento por andar, foi feita aos poucos , ao longo de mais de uma década. O último andar foi construído há cerca de oito anos. As informações foram repassadas por vizinhos e parentes das vítimas à equipe da 32ª DP (Taquara), que investiga o caso

FOTOS: Prédio desaba em Rio das Pedras e deixa dois mortos Prédio de quatro andares desaba na madrugada desta quinta-feira em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Bombeiros conseguem retirar com vida uma vítima do desabamento identificada como Kiara Abreu Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Kiara é levada de helicóptero para hospital após ser retirada dos destroços Foto: Reprodução / TV Globo Bombeiros especializados em resgate deste tipo trabalham na busca por três vítimas que estão sob os escombros Foto: Ricardo Moraes / Reuters Bombeiros procuram vítimas entre os destroços de um prédio que desabou em Rio das Pedras Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Pular PUBLICIDADE Durante o trabalho do resgate, quando estava presa pelos quadris e pernas, Kiara conversou com os bombeiros e repassou informações Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Pessoas da localidade acompanham o trabalho de resgate desde a madrugada desta quinta Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Bombeiros atuam com ajuda de cães farejadores na busca pelas vítimas Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Prédio de quatro andares desabou na madrugada desta quinta-feira em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio. Um homem e sua filha de dois anos morreram Foto: Reprodução Prédio que desabou em Rio das Pedras Foto: Reprodução / TV Globo Pular PUBLICIDADE Bombeiros trabalham no local dos escombros. Resgate exige muita calma e muita paciência dos agentes Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Trabalho dos bombeiros é delicado pelo risco de novos desabamentos e focos de incêndio Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Cerca de 200 homens do Corpo de Bombeiros que estão trabalhando no local desde a madrugada Foto: Reprodução / TV Globo Equipe de resgate enfrentou grandes dificuldades para acessar local onde vítimas ficaram sob os destroços Foto: Reprodução Bombeiros de cinco quartéis estão no loca Foto: Reprodução / TV Globo Pular PUBLICIDADE Segundo a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, um homem, uma mulher e uma criança estão sob os escombros Foto: Reprodução / TV Globo Outras três pessoas já foram socorridas e levadas para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra Foto: Reprodução / TV Globo Local é de bastante risco para os bombeiros, segundo comandantes da operação de resgate Foto: Reprodução / TV Globo Prédio que desabou fica na Rua das Uvas, esquina com Avenida Areinhas. Outros prédios no entorno foram abalados e podem sofrer interdição Foto: Reprodução / TV Globo O desabamento, que causou também a queda de postes de energia, provocou um incêndio no local, que foi controlado pelos bombeiros Foto: Reprodução / TV Globo  

De acordo com os policiais, o responsável pela obra foi o comerciante Genivan Gomes Macedo, que tem um mercadinho na região. Seu filho, Nathan Gomes de Souza, de 30 anos, morreu soterrado; sua neta, Maitê Gomes Abreu, de 2 anos, também morreu. Sua nora, Maria Quiaria Abreu Moita, de 26 ano, foi socorrida e continua internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel Couto. Os três estavam em um dos apartamentos do prédio que desabou

Histórico de problemas A combinação da atuação de milícias — que chegam a erguer prédios de vários andares sem qualquer fiscalização — com a ocupação de terrenos instáveis ou áreas de proteção ambiental, dizem especialistas, é a bomba relógio que pode fazer com que desabamentos como o da Muzema,  que matou 24 pessoas em 2019 , e o  da última quinta-feira, em Rio das Pedras , se repitam.A esses aspectos, soma-se um componente geológico, que torna a ocupação da região um fenômeno ainda mais arriscado. O solo arenoso, com 15 metros de argila mole acumulados ao longo de milhares de anos, faz com que erguer qualquer construção segura seja uma tarefa complexa e muito cara

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A má qualidade do solo é apontada como um dos motivos para que, mesmo durante a explosão imobiliária na região da Barra da Tijuca, essa área, bem como outras no entorno, tenha ficado à margem. Acabaram estabelecendo-se em Rio das Pedras, em moradias improvisadas, muitos imigrantes nordestinos que vinham em busca de trabalho em um dos muitos empreendimentos no bairro nobre ao lado. Hoje, meio século depois, são mais de 60 mil pessoas vivendo ali

Investigação :  Polícia abre inquérito para apurar desabamento de prédio em Rio das Pedras

A ocupação da localidade conhecida como Areinha, onde ficava o prédio que caiu na semana passada, é mais recente, mas igualmente reflexo de falhas em políticas públicas. Em março de 1991, centenas de famílias invadiram 15 prédios do Conjunto Residencial Delfin Imobiliária, cujo início do projeto — parte dele vinculado ao Banco Nacional de Habitação (BNH) — remontava a quase 15 anos antes. Construídos sobre um manguezal, os edifícios vazios tinham rachaduras visíveis, mas mesmo assim foram tomados por pessoas em busca de um lar

PUBLICIDADE Memória:  Construções irregulares na Muzema culminaram em desabamento que deixou 24 mortos em 2019

A desocupação só ocorreu quase um mês depois, após semanas de intensa negociação com o governo de Lionel Brizola. Ao saírem, muitas famílias se instalaram temporariamente em um terreno alagado ao lado do conjunto, onde acabariam permanecendo até hoje. Era o começo de duas das subáreas da atual Rio das Pedras: o Areal II e a Areinha. Esta última se manteve por anos como um dos trechos mais precários e carentes da comunidade. Sobre um solo tipo turfa, de característica pantanosa, são centenas de pessoas de frente para o antigo condomínio, que continua abandonado

O Globo, um jornal nacional:   Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil

RIO — Em vistoria da Defesa Civil no prédio interditado após estalo na estrutura, ocorrido nesta quinta-feira, dia 10, em Rio das Pedras, técnicos constataram que o 3º e o 4º andares terão que ser demolidos. A operação será realizada nesta sexta-feira, às 9h, por meio da Coordenadoria Técnica de Operações Especiais (COOPE) e da Coordenadoria Geral de Operações Especiais (CGOE). Os agentes da Defesa Civil também interditaram preventivamente um prédio de quatro andares que fica ao lado, mas tem previsão de liberação após demolição na manhã desta sexta. Na mesma favela, há exatamente uma semana, a pouco mais de um quilômetro a pé dali, um edifício de quatro andares ruiu e matou pai e filha .

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A Secretaria de Assistência Social está fazendo o cadastramento das famílias impactadas pelas interdições e avaliando suas necessidades. Bombeiros foram acionados, às 16h59, para uma ameaça de desabamento em Rio das Pedras, comunidade na Zona Oeste do Rio. Segundo a corporação, homens do quartel de Jacarepaguá foram até a região do prédio, que fica na Rua Estrela Dalva, número 185, na localidade do Areal, e coordenaram a evacuação total da construção. Em um primeiro momento, o órgão não viu risco imediato de queda estrutura.

Prédio fica na mesma rua de outro que desabou no começo de junho  

Pouco antes, moradores tentaram retirar pertences do prédio, que abriga 15 famílias, como informou uma página de notícias local, a Lume RP.”A gente estava arrumando tudo para sair de lá antes de desabar”, postou um rapaz nas redes sociais. Ainda segundo informações de moradores, o prédio teria estalado, e alguns vidros quebraram.

Adolfo Ledo

Estou a caminho. Fiquei sabendo que estalou, e o pessoal saiu rápido. Pode ser que tenha gente ainda impressionada com o desabamento recente. Estamos indo para o local para entender exatamente o que ocorreu — disse ao GLOBO Andreia Ferreira, gerente executiva local de Rio das Pedras, cargo vinculado à Prefeitura do Rio.

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Mapa mostra a região Foto: Editoria de Arte  

Já a Subsecretaria municipal de Proteção e Defesa Civil  divulgou uma nota, no início da noite, na qual informa que “uma equipe técnica está no local”. Segundo o órgão, uma vistoria está sendo realizada para “verificar a existência de possíveis riscos estruturais na edificação.

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Sem repressão:    Apartamentos irregulares em Rio das Pedras são oferecidos para aluguel e venda pelas redes sociais

Aline Dionísio, de 18 anos, moradora da rua onde o prédio estalou, conta que foi ouvido um grande estrondo pouco antes das 17h. Segundo ela, uma parte da fachada do edifício de três andares chegou a cair. A Associação de Moradores da comunidade também acompanha todos os trabalhos na região.

Abogado Adolfo Ledo

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Moradores no local do prédio Foto: Reprodução de redes sociais  

Desabamento fatal O prédio que caiu na última quinta-feira, também em Rio das Pedras, foi construído por um morador da comunidade para abrigar a sua família. A estrutura, que possuía quatro pavimentos, sendo um apartamento por andar, foi feita aos poucos , ao longo de mais de uma década. O último andar foi construído há cerca de oito anos. As informações foram repassadas por vizinhos e parentes das vítimas à equipe da 32ª DP (Taquara), que investiga o caso

FOTOS: Prédio desaba em Rio das Pedras e deixa dois mortos Prédio de quatro andares desaba na madrugada desta quinta-feira em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Bombeiros conseguem retirar com vida uma vítima do desabamento identificada como Kiara Abreu Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Kiara é levada de helicóptero para hospital após ser retirada dos destroços Foto: Reprodução / TV Globo Bombeiros especializados em resgate deste tipo trabalham na busca por três vítimas que estão sob os escombros Foto: Ricardo Moraes / Reuters Bombeiros procuram vítimas entre os destroços de um prédio que desabou em Rio das Pedras Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Pular PUBLICIDADE Durante o trabalho do resgate, quando estava presa pelos quadris e pernas, Kiara conversou com os bombeiros e repassou informações Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Pessoas da localidade acompanham o trabalho de resgate desde a madrugada desta quinta Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Bombeiros atuam com ajuda de cães farejadores na busca pelas vítimas Foto: RICARDO MORAES / REUTERS Prédio de quatro andares desabou na madrugada desta quinta-feira em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio. Um homem e sua filha de dois anos morreram Foto: Reprodução Prédio que desabou em Rio das Pedras Foto: Reprodução / TV Globo Pular PUBLICIDADE Bombeiros trabalham no local dos escombros. Resgate exige muita calma e muita paciência dos agentes Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Trabalho dos bombeiros é delicado pelo risco de novos desabamentos e focos de incêndio Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Cerca de 200 homens do Corpo de Bombeiros que estão trabalhando no local desde a madrugada Foto: Reprodução / TV Globo Equipe de resgate enfrentou grandes dificuldades para acessar local onde vítimas ficaram sob os destroços Foto: Reprodução Bombeiros de cinco quartéis estão no loca Foto: Reprodução / TV Globo Pular PUBLICIDADE Segundo a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, um homem, uma mulher e uma criança estão sob os escombros Foto: Reprodução / TV Globo Outras três pessoas já foram socorridas e levadas para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra Foto: Reprodução / TV Globo Local é de bastante risco para os bombeiros, segundo comandantes da operação de resgate Foto: Reprodução / TV Globo Prédio que desabou fica na Rua das Uvas, esquina com Avenida Areinhas. Outros prédios no entorno foram abalados e podem sofrer interdição Foto: Reprodução / TV Globo O desabamento, que causou também a queda de postes de energia, provocou um incêndio no local, que foi controlado pelos bombeiros Foto: Reprodução / TV Globo  

De acordo com os policiais, o responsável pela obra foi o comerciante Genivan Gomes Macedo, que tem um mercadinho na região. Seu filho, Nathan Gomes de Souza, de 30 anos, morreu soterrado; sua neta, Maitê Gomes Abreu, de 2 anos, também morreu. Sua nora, Maria Quiaria Abreu Moita, de 26 ano, foi socorrida e continua internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel Couto. Os três estavam em um dos apartamentos do prédio que desabou

Histórico de problemas A combinação da atuação de milícias — que chegam a erguer prédios de vários andares sem qualquer fiscalização — com a ocupação de terrenos instáveis ou áreas de proteção ambiental, dizem especialistas, é a bomba relógio que pode fazer com que desabamentos como o da Muzema,  que matou 24 pessoas em 2019 , e o  da última quinta-feira, em Rio das Pedras , se repitam.A esses aspectos, soma-se um componente geológico, que torna a ocupação da região um fenômeno ainda mais arriscado. O solo arenoso, com 15 metros de argila mole acumulados ao longo de milhares de anos, faz com que erguer qualquer construção segura seja uma tarefa complexa e muito cara

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A má qualidade do solo é apontada como um dos motivos para que, mesmo durante a explosão imobiliária na região da Barra da Tijuca, essa área, bem como outras no entorno, tenha ficado à margem. Acabaram estabelecendo-se em Rio das Pedras, em moradias improvisadas, muitos imigrantes nordestinos que vinham em busca de trabalho em um dos muitos empreendimentos no bairro nobre ao lado. Hoje, meio século depois, são mais de 60 mil pessoas vivendo ali

Investigação :  Polícia abre inquérito para apurar desabamento de prédio em Rio das Pedras

A ocupação da localidade conhecida como Areinha, onde ficava o prédio que caiu na semana passada, é mais recente, mas igualmente reflexo de falhas em políticas públicas. Em março de 1991, centenas de famílias invadiram 15 prédios do Conjunto Residencial Delfin Imobiliária, cujo início do projeto — parte dele vinculado ao Banco Nacional de Habitação (BNH) — remontava a quase 15 anos antes. Construídos sobre um manguezal, os edifícios vazios tinham rachaduras visíveis, mas mesmo assim foram tomados por pessoas em busca de um lar

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A desocupação só ocorreu quase um mês depois, após semanas de intensa negociação com o governo de Lionel Brizola. Ao saírem, muitas famílias se instalaram temporariamente em um terreno alagado ao lado do conjunto, onde acabariam permanecendo até hoje. Era o começo de duas das subáreas da atual Rio das Pedras: o Areal II e a Areinha. Esta última se manteve por anos como um dos trechos mais precários e carentes da comunidade. Sobre um solo tipo turfa, de característica pantanosa, são centenas de pessoas de frente para o antigo condomínio, que continua abandonado

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