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Trump “xenófobo” manda quatro congressistas voltarem para países de origem

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O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou este domingo vários congressistas democratas, a quem pediu para voltarem para os seus países de origem, que disse serem “corruptos e lugares infestados de crimes”.

É “muito interessante ver congressistas democratas, progressistas, que originalmente vêm de países cujos governos são uma catástrofe total e completa, os piores, os mais corruptos e ineptos do mundo (se é que funcionaram como governos), dizerem em voz alta e agressivamente para o povo dos EUA, a maior e mais poderosa nação do mundo, como o nosso governo deve ser gerido”, escreveu Trump na rede social Twitter.

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Subscrever “Porque é que não voltam e ajudam os países corruptos e infestados de crimes de onde vieram. Depois voltam e mostram como é que fizeram”, escreveu o presidente.

“Estes lugares precisam da vossa ajuda desesperadamente, não podem sair suficientemente rápido. Tenho a certeza que a Nancy Pelosi ficaria muito feliz em arranjar rapidamente viagens grátis”, escreveu o presidente.

O comentário do presidente referia-se a um grupo de congressistas, nomeadamente Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar e Rashida Tlaib e Ayanna Pressley, que lideraram as divergências com a líder dos democratas naquela câmara, Nancy Pelosi.

Ocasio-Cortez, Tlaib e Pressley nasceram nos EUA, mas têm origem porto-riquenha e palestiniana, enquanto Omar nasceu em Mogadíscio e chegou a território norte-americano como refugiada.

Respostas a Trump Pelosi criticou os comentários de Trump, apelidando-os de xenófobos e que pretendem dividir os norte-americanos.

“Quando Trump diz a quatro congressistas para voltarem para os seus países, reafirma que o seu plano de ‘Tornar a America Grande Outra Vez’ sempre foi de tornar a América branca outra vez. A nossa diversidade é a nossa força e a nossa união é o nosso poder”, escreveu Pelosi numa mensagem, acrescentando noutra rejeitar os comentários “xenófobos” de Trump.

Alexandria Ocasio-Cortez respondeu em quatro mensagens ao presidente, lembrando numa delas que o seu país de origem são os EUA. “Você está irritado porque não consegue imaginar uma América que nos inclui. Você confia numa América assustada para poder pilhar. Não aceita uma nação que considera a saúde como um direito ou a educação como uma prioridade número 1, especialmente onde estamos a lutar por ela”, escreveu.

“Além de não aceitar uma América que nos elegeu, não é capaz de aceitar que também não temos medo de si”, acrescentou.

Também Ilhan Omar respondeu no Twitter, lembrando que enquanto congressistas, o único país pelo qual juraram é pelos EUA. “E é por isso que estamos a lutar para o proteger do pior, mais corrupto e inepto presidente que alguma vez vimos”, escreveu.

E Rashida Tlaib respondeu ao presidente para que continue a falar, que isso só a faz trabalhar mais. “Tenho orgulho das minhas raízes palestinianas e um bully fraco como você nunca irá ganhar”.

“É com isto que o racismo se parece. Nós somos aquilo a que a democracia se parece. E não vamos a lugar nenhum. Exceto de volta a Washington DC para lutar pelas famílias que você marginaliza e vilifica todos os dias”, escreveu Ayanna Pressley.